terceira_9

Não acredito que estou falando sobre isso. Pois é, estou nela!

Falar dessa tal de terceira idade sem se queixar, é uma missão quase impossível.

Terceira idade = melhor idade = para quem?

Pode ter muitos filhos, parentes e amigos? Pode.

Pode não ter nenhum deles? Também pode.

Pode ser quase perfeito? Pode.

Pode ser uma tortura também.

Trata-se das experiências doces e amargas de hoje, que serão nossas lembranças de amanhã. (ver o Post “Lembranças”)

Até quando?

Como se costuma dizer: até quando Deus quiser!

Falando em amigos, tem aqueles que se debandam a defender aquele que é o(a) malfeitor(a), o nosso algoz do momento.

Há aqueles outros, que são todo ouvidos, te oferecem o ombro, ajudam a enxugar as lágrimas teimosas, te consolam “bem naquele momento”, te motivam a avançar, sempre.

Dureza é ter que reconhecer que momentos sombrios são os que mais me inspiram a escrever e servem para desabafar.

Você que agora é todo(a) ouvidos, talvez se identifique um pouco, ou bastante, neste texto.

Nas horas vagas, se tenho alguma, são completamente e sempre preenchidas com as lembranças e as experiências pelas quais passei.

O tempo está sempre passando e eu com ele, incessantemente, viajando em meus pensamentos quer seja no passado, no meu presente e, é claro, no futuro sobre o qual eu ainda não escrevi.

Memórias marcaram e marcam o meu tempo, algumas meio desbotadas, algumas como cortinas esfarrapadas e corroídas, outras meio esquecidas, não menos importantes por isso, alguma coisa pode ter se perdido, mas eu, não perdi meu tempo.

Histórias sem fim fazem parte do meu álbum, algumas eu gostaria que tivessem sido diferente.

Ah! se eu pudesse voltar no tempo e pudesse reescrever algumas linhas.

Não posso voltar no tempo, porém, posso reconhecer que aproveitei o tempo e aprendi com os erros; espero ter repetido muito mais vezes os acertos e ir, a cada dia, aproveitando a vida conforme ela vai se apresentando.

Guardo os sorrisos inocentes e os marotos; os abraços quentes e sinceros; o roçar das mãos trêmulas; os beijos doces e intermináveis, guardo, sobretudo, a consciência de que cada momento é único e pode ser inesquecível, que tudo pode ser raro, muito raro e ter a consciência disso vai determinar e vai fazer a diferença entre ter aproveitado, ou, de lamentar aquilo que se foi. Isso podemos escolher.

 

Por Dalva Helvig Nikolak

Continua no próximo Post – Desafios da terceira idade – Parte II